O inglês Simon Reynolds, aos 19 anos, editava um fanzine e estudava história na Universidade de Oxford. Dois anos depois, já escrevia para o semanário musical Melody Maker. Aliando a prosa verborrágica de Lester Bangs à teoria crítica de filósofos como Gilles Deleuze e Félix Guattari, Reynolds é um dos escritores mais prolíficos de sua geração, ajudando a descobrir tendências (ele foi o responsável pelo termo ´´pós-rock´´)
e a articular gêneros musicais até então carentes de expressão literária, como a música eletrônica e a música pop negra.
Beijar o Céu traz alguns dos principais momentos de sua carreira: a antológica entrevista com Morrissey, o ensaio definitivo sobre Joy Division e a cena de Manchester, a descoberta de Dizzee Rascal e da cena grime. E mais: o flerte entre Radiohead e o pós-rock, a rivalidade histórica entre Nirvana e Pearl Jam, a ligação entre o Pink Floyd e as raves contemporâneas, a explosão hip hop, de Public Enemy a Timbaland, Missy Elliott e Puff Daddy. Debaixo de um espectro tão amplo de estilos, Reynolds nos ajuda a compreender esse fragmentado mundo pop, produzindo uma das obras mais relevantes da crítica musical contemporânea. |
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Simon Reynolds nasceu em Londres no ano de 1963. Estudou história na Universidade de Oxford, mas desde 1986 escreve sobre música para revistas e jornais. Começando a carreira no semanário Melody Maker, Reynolds escreveu sobre rock independente, punk, pós-punk e pop. Desde 1994 mora em Nova York, com a esposa Joy Press (co-autora de Sex Revolts)
e o filho do casal, Kieran. |